Indústria prevê inflação, demissões e perdas econômicas com fim da escala 6×1 - Fala Alagoinhas News | Portal de Alagoinhas e Região

Indústria prevê inflação, demissões e perdas econômicas com fim da escala 6×1


 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado como “altamente preocupante” e diz que a medida causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país.

Segundo a entidade, o avanço da matéria em pleno período eleitoral configura um “grave retrocesso” para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI.

De acordo com Alban, a avaliação técnica da confederação afirma que a alteração legislativa atinge diretamente um país que já enfrenta entraves estruturais históricos, representados pelos baixos índices de produtividade e pela perda de competitividade das empresas nacionais no concorrido mercado internacional.

“Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, afirmou o dirigente.

Para a CNI, além de causar insegurança jurídica, a PEC da 6 x 1 atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar a produção e aumentar os custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos.

“Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo”, diz em nota.

A PEC foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O texto vai à promulgação.

O texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.

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