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DINHEIRO SEM FIM : PF descobre rombo de R$ 1 bilhão: entidades baianas são o novo elo do escândalo do Banco Master


 Aqui está a matéria com base na reportagem original da Folha de S. Paulo (replicada pelo BPMoney):

PF mira associações baianas em inquérito sobre o Banco Master


Entidades reuniam mais de 103 mil autorizações de desconto em contracheques de servidores da Bahia em 2025


As associações Asteba e Asseba, que juntas somam uma carteira estimada em R$ 1 bilhão ligada a servidores públicos da Bahia, tornaram-se alvo do inquérito da Polícia Federal sobre o Banco Master. Segundo documentos cujo sigilo foi levantado em 10 de setembro e divulgados pela Folha de S. Paulo em 17 de setembro de 2026, as duas entidades detinham, em 2025, autorizações para descontar valores em contracheques de mais de 103 mil servidores baianos — sendo 52.176 vinculadas à Asteba e 51.111 à Asseba.



A apuração da PF está associada à Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 com busca e apreensão contra as duas associações. A investigação ganhou força depois que o Banco Master apresentou ao Banco Central versões contraditórias sobre a origem de créditos consignados: primeiro atribuiu a origem às associações; depois, passou a dizer que os créditos vinham da empresa Tirreno. Em comunicado ao BC de 25 de março de 2025, o banco havia vinculado às entidades uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos consignados — o que levou o próprio Banco Central a questionar a operação. Dados do governo baiano indicaram, por sua vez, que os descontos não correspondiam a empréstimos, mas a mensalidades associativas.


O nome apontado pela PF


O inquérito atribui a Augusto Lima — ex-presidente da Asteba, cargo que deixou formalmente em 2008, mas sobre o qual a PF suspeita que ele manteve controle indireto por meio de terceiros — a elaboração de carteiras fraudulentas, incluindo a transformação da empresa Credcesta em um cartão de benefício consignado. Procurado pela reportagem, Lima negou as acusações, afirmando que o Banco Master se manifestou de forma equivocada junto ao Banco Central e que nunca autorizou ou assinou documento que vinculasse as associações a créditos do Master. O Ministério Público Federal investiga a relação entre Asteba, Asseba e Lima.


O prejuízo ao BRB


Entre janeiro e maio de 2025, o Master revendeu carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões, com prêmio de R$ 5,5 bilhões nas cessões. Uma auditoria da PF estima que o prejuízo do BRB nessas operações tenha ultrapassado R$ 5 bilhões. A Secretaria da Administração do Estado da Bahia informou que não se manifestaria sobre os contratos com as associações.

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