Aviso na porta fechada da Casas Bahia, localizada no Salvador Shopping Crédito: Fernanda Varela
O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia revelou uma dívida de R$ 17,3 bilhões com cerca de 28 mil credores. A lista inclui bancos, fundos de investimento e grandes fabricantes de eletrodomésticos e eletrônicos vendidos pela varejista. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Do total, aproximadamente R$ 16,4 bilhões correspondem a dívidas quirografárias, aquelas que não possuem garantia real. Já os débitos trabalhistas somam R$ 754,5 milhões.
A maior dívida individual é com a Zurich Minas Brasil Seguros, parceira das Casas Bahia na oferta de seguros, como garantia estendida e proteção para celulares e eletrônicos. A varejista deve R$ 1,97 bilhão à seguradora.
Na sequência aparece o IBCB-AF01, fundo de investimento utilizado pelo grupo em operações financeiras, com R$ 1 bilhão em valores em aberto.
Entre os principais fornecedores, a Samsung aparece com R$ 937,6 milhões a receber. Também estão na lista a Electrolux, com R$ 700 milhões; a Whirlpool, com R$ 635,9 milhões; a LG, com R$ 623,7 milhões; e a Motorola, com R$ 619 milhões.
Bancos também aparecem na lista
Entre as instituições financeiras, o Bradesco tem R$ 655,6 milhões a receber, considerando valores devidos ao próprio banco e ao Digio, instituição controlada pelo grupo.
O Banco do Brasil aparece com R$ 598,1 milhões, enquanto o Itaú tem R$ 208,3 milhões em valores a receber.
O pedido de recuperação judicial ocorre após a companhia acumular prejuízo de R$ 10,1 bilhões. O mecanismo permite que empresas em dificuldades financeiras renegociem suas dívidas e busquem condições para manter as atividades.

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