
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Braskem entrou nessa segunda-feira (24) para a lista de grandes empresas que recorreram à recuperação judicial ou extrajudicial para renegociar dívidas em 2026. A petroquímica aprovou um plano de recuperação extrajudicial diante de um endividamento de aproximadamente R$ 56 bilhões, em mais um sinal da pressão financeira enfrentada por grandes companhias brasileiras.
Ao longo do ano, empresas de diferentes setores também buscaram mecanismos de reestruturação para enfrentar dificuldades financeiras. Entre os principais casos estão os de Casas Bahia, Marabraz, Raízen e GPA, responsável pelas redes Pão de Açúcar, que recorreram à recuperação judicial ou extrajudicial para renegociar bilhões de reais em dívidas.
No varejo, as Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após registrar prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre e anunciar o fechamento de 298 lojas. A companhia já havia recorrido à recuperação extrajudicial em 2024, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas. Pouco antes, a Marabraz também havia pedido recuperação judicial, com débitos estimados em R$ 140 milhões.
Em março, a Raízen apresentou um plano de recuperação extrajudicial diante de uma dívida superior a R$ 60 bilhões. O acordo teve adesão inicial de credores responsáveis por mais de 40% do débito e posteriormente chegou a 81,6%, sendo homologado pela Justiça de São Paulo. No mesmo mês, o Grupo Pão de Açúcar firmou acordo com os principais credores para reestruturar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em obrigações financeiras.
Os pedidos têm causas específicas em cada companhia, mas ocorrem em um cenário marcado por juros elevados, crédito mais restrito, aumento dos custos financeiros e dificuldades de consumo. No caso da Braskem, a crise do setor petroquímico e passivos bilionários também pesaram na decisão pela reestruturação.
Com a entrada de novas empresas nesse movimento, 2026 já reúne alguns dos maiores pedidos de recuperação entre companhias de grande porte no país, abrangendo setores como varejo, combustíveis, alimentos e petroquímica.
Com informações da CNN Brasil

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