Foto: Divulgação/Govba
A Bahia recebeu 30.854 tubetes de insulina glargina e 8.126 canetas reutilizáveis para aplicação como parte da estratégia do Ministério da Saúde de substituir gradualmente a insulina NPH no Sistema Único de Saúde (SUS). Até esta terça-feira (21), a pasta informou ter distribuído cerca de 383 mil tubetes do medicamento para os estados.
A mudança será implementada inicialmente para pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e para pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Medicamento de ação prolongada
A insulina glargina é considerada um análogo de ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária, diferentemente da insulina NPH, que pode demandar mais de uma aplicação ao longo do dia.
Segundo o Ministério da Saúde, a substituição busca proporcionar maior estabilidade no controle da glicemia, reduzir episódios de hipoglicemia e favorecer a adesão ao tratamento, com potencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A transição será feita mediante avaliação clínica e prescrição médica, respeitando as condições de cada paciente.
A expectativa do governo federal é concluir o envio dos insumos a todos os estados até o fim deste mês. A iniciativa integra uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), modelo adotado pelo Ministério da Saúde para ampliar a produção nacional da insulina glargina e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.
Como ter acesso
Os pacientes elegíveis deverão procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com a prescrição médica atualizada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina.
Antes da troca do medicamento, o paciente será avaliado por uma equipe multiprofissional, responsável por verificar a indicação clínica da mudança e orientar sobre o novo tratamento.
Além dos tubetes de insulina, o SUS fornecerá uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para o uso correto do medicamento. Também serão repassadas orientações sobre a técnica de aplicação e o armazenamento adequado da insulina.
De acordo com o Ministério da Saúde, a migração para a insulina glargina ocorrerá de forma gradual na atenção primária em todo o país, com o objetivo de garantir a segurança dos pacientes durante a transição do tratamento.


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