A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para o tratamento dos fogachos da menopausa, sintomas que incluem ondas de calor e suores noturnos. O remédio será vendido no Brasil com o nome Veoza, da farmacêutica Astellas, e é administrado em comprimidos de uso diário.
Até então, a principal opção terapêutica para controlar os sintomas era a reposição hormonal. A chegada do fezolinetanto amplia as alternativas para mulheres que não podem receber hormônios por contraindicações médicas, histórico de câncer de mama ou doenças cardiovasculares, além daquelas que optam por não fazer esse tipo de tratamento.
Como surgem os fogachos
Os episódios de calor intenso estão ligados ao funcionamento do hipotálamo, região do cérebro responsável por regular a temperatura corporal. Antes da menopausa, os níveis de estrogênio mantêm em equilíbrio a ação da neurocinina B, uma substância química cerebral.
Com a queda na produção hormonal pelos ovários, esse equilíbrio é alterado. A neurocinina B passa a estimular excessivamente neurônios do hipotálamo, fazendo com que o organismo interprete falsamente que a temperatura corporal aumentou, desencadeando ondas de calor, vermelhidão e suor excessivo.
Como age o novo medicamento
Diferentemente da terapia hormonal, o fezolinetanto não repõe estrogênio. O medicamento atua bloqueando os receptores da neurocinina B no cérebro. Dessa forma, impede que o hipotálamo seja ativado indevidamente e ajuda a reduzir a frequência e a intensidade dos fogachos.
Quando estará disponível
Apesar da aprovação da Anvisa, o medicamento ainda não pode ser encontrado nas farmácias. Antes de chegar ao mercado, o produto precisa passar pela análise da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir o preço de venda. Ainda não há previsão para a conclusão dessa etapa

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