
Foto: Reprodução: redes sociais/ gov.br
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, relatou em entrevista ao "Bom dia, Ministro", da EBC, sobre as expectativas de zerar as filas do INSS. Segundo o ministro, as filas devem ser zeradas até o mês de outubro deste ano.
"O nosso objetivo é que, até setembro, outubro, a gente consiga, pelos números que a gente tem encontrado, zerar essa fila e entregar esse presente para o povo brasileiro", disse.
Durante a entrevista, Wolney afirmou que a fila reduziu em mais de meio milhão nos últimos dois meses. Em fevereiro eram mais de 3 milhões de pedidos. No mês de abril, esse número reduziu para 2,5 milhões. Além de uma queda de 30,85% na fila da perícia médica presencial, em três meses, passando de 1,1 milhão para 771 mil.
O ministro destacou como funciona o "gargalo" dos pedidos e como é processado o fluxo da pasta. De acordo com o Wolney, a previdência recebe 1,3 milhão de pedidos mensais; cerca de 500 mil são processos em andamento, como aguardo de documentos dos próprios cidadãos, e o restante é atraso.
"É importante que as pessoas saibam que entram em média 1,3 milhão de pedidos por mês. Desta fila, que já chegou a três milhões por mês... não tem ninguém esperando nas calçadas; essa fila é virtual. Dentro dessa fila, 1,3 milhão entrou agora, 400/500 mil estão esperando as diligências, quando falta um documento, um dado... E o restante efetivamente é atraso. É nesse atraso que nós estamos focados, usando tecnologia e muito trabalho, disse Queiroz.
Nós estamos fazendo, digamos assim, 'um ataque' a esse estoque para reduzir drasticamente esses números. Nós fizemos 14 mil atendimentos em mutirões em 2024. Em 2025, foram 178 mil atendimentos em mutirão. Em 2026, até abril, já foram 151 mil. Ou seja, nós vamos passar de 350 mil atendimentos em mutirões em 2026. "Nós estamos avançando bem", complementou o ministro.
Metas e desafios.
Segundo a pasta, o objetivo é zerar o estoque de atrasos e reduzir o TMA (Tempo Médio de Atendimentos), que é o tempo de resposta que o cidadão deve ter do Estado. O prazo estipulado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é de 45 dias. Em contrapartida, em regiões como Norte e Nordeste, esse tempo pode atingir 90 dias.
"Os estados do Norte e Nordeste são os que têm o pior desempenho no tempo médio de atendimento. A gente não mede a fila pelo número de pessoas, a gente mede a fila pela demora do atendimento. O nosso desafio, a nossa tarefa, é deixar essa fila abaixo de 1 milhão e 300. Ou seja, 1 milhão e 300 é só o fluxo do mês, mas não ter ninguém esperando é abaixo dos 45 dias. E nós estamos indo bem nessas duas categorias. Estamos na média. Estamos avançando bem. "Eu estou querendo zerar essa fila e esse é o compromisso com o presidente Lula", disse o ministro.

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