Deputado gasta R$ 203 mil de verba pública para alugar carro de luxo em empresa de sobrinhos - Fala Alagoinhas News | Portal de Alagoinhas e Região


 

Deputado gasta R$ 203 mil de verba pública para alugar carro de luxo em empresa de sobrinhos


 Foto: Reprodução/ Redes Sociais


Wilson Santiago, deputado federal pelo Republicanos, gastou mais de R$ 200 mil de cota parlamentar para alugar carros de luxo em empresa dos sobrinhos. A Construtora e Locadora JMX, que emitiu a nota fiscal, tem entre os sócios Thiago e Thaísa Santiago, ambos filhos de José Milton Santiago, irmão falecido do deputado.

O sobrinho de Wilson Santiago, Thiago Santiago, conhecido como Thiago Azulão, também é parlamentar e assume o cargo de vereador na cidade de Uiraúna, na Paraíba, também pelo partido Republicanos.

Entre 2024 e 2026, a Câmara restituiu ao Wilson Santiago mais de R$ 203 mil, após o parlamentar apresentar 22 notas fiscais.

O que diz a regra?

A regra da Câmara dos Deputados proíbe o reembolso de despesas relacionadas a qualquer empresa em que o proprietário seja parente de parlamentar até terceiro grau. Com o descumprimento das normas estabelecidas, a Câmara pode pedir o dinheiro de volta.

O reembolso descumpre as normas estabelecidas pela Câmara dos Deputados, que pode pedir o dinheiro de volta.

Em nota, a Câmara dos Deputados ressaltou que o reembolso de despesas com bens e serviços de empresas pertencentes a familiares até terceiro grau, ao deputado ou a servidores da Câmara é vedado.

Segundo a Casa legislativa, em caso de identificação de eventual irregularidade no sistema de cotas, a Câmara suspende imediatamente o reembolso. “Se o valor já tiver sido restituído ao parlamentar, a instituição solicita formalmente a devolução”, destacou.

Histórico de Wilson Santiago

1994 - 1998: Wilson elegeu-se pela primeira vez como deputado estadual na Assembleia Legislativa da Paraíba, no ano de 1994. Em 1998, conquistou a reeleição.

2002-2006: Em 2002, foi eleito deputado federal pela primeira vez, e reeleito em 2006.

2011: Assumiu o cargo de senador, mas foi afastado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por esquemas de rachadinha no gabinete.

2019: Wilson retorna à Câmara e foi alvo da Operação Pés de Barro, da Polícia Federal, sobre superfaturamento em obras da adutora Capivara, no interior da Paraíba. As investigações apontavam crime de peculato, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e organização criminosa.

Entre 2024 e 2026: foram reembolsados mais de R$ 200 mil da câmara, após alugar carros de luxo da empresa de sobrinhos.

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