
O Governo da Bahia deu início, nesta segunda-feira, 27, ao processo de criação do Plano Baiano de Inteligência Artificial. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com o Comitê Gestor do Governo Digital, busca estabelecer diretrizes estratégicas para o uso ético e eficiente da tecnologia no estado.
A programação de escuta ativa segue até o dia 30 de abril, reunindo especialistas, gestores públicos, setor produtivo, instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e a sociedade civil. O objetivo é formular um documento que reflita as realidades locais, alinhando as políticas estaduais ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
Eixos Temáticos e Participação
Os debates são organizados em quatro momentos temáticos, abrangendo áreas como educação, saúde, segurança pública, direitos humanos, inclusão, emprego, economia e pesquisa científica. Além disso, o plano foca em pilares estratégicos, incluindo:
- Legislação, regulação e uso ético;
- Governança de dados e infraestrutura;
- Sustentabilidade e desenvolvimento territorial.
O secretário da Secti, Marcius Gomes, enfatizou que o processo visa garantir que a Inteligência Artificial seja uma ferramenta para gerar oportunidades e reduzir desigualdades, respeitando as especificidades da Bahia. "Estamos construindo uma normativa em diálogo com as diretrizes nacionais, mantendo o foco na ética e na estratégia", pontuou.
Para o representante da Casa Civil no Comitê Gestor do Governo Digital, Matteus Martins, o plano funcionará como um norte para toda a sociedade. A academia também reforçou o apoio à iniciativa; o pesquisador da UNEB, Uirá Azevêdo, destacou que a mobilização de universidades e centros de pesquisa é fundamental para garantir a soberania tecnológica do estado.
Como participar
Os interessados em contribuir com a construção do plano podem se inscrever para os próximos encontros através do formulário oficial disponível neste link.

Nenhum comentário:
Postar um comentário