Bloqueio, estimado em R$ 376 milhões, foi concedido em caráter liminar pela Vara Cível de Brasília e corre -
O Banco de Brasília (BRB) obteve na Justiça o bloqueio e o arresto de ações da instituição pertencentes a investigados na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A decisão, divulgada via Polícia Federal relevante na noite desta quinta-feira, 26, atinge o banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-sócio Maurício Quadrado e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur.
O bloqueio, estimado em R$ 376 milhões, foi concedido em caráter liminar pela Vara Cível de Brasília e corre em segredo de Justiça. O objetivo é garantir o ressarcimento de perdas bilionárias sofridas pelo banco público em negociações com o Banco Master — instituição que entrou em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro passado.
Auditoria
A medida judicial baseia-se em um relatório preliminar elaborado pelo escritório Machado Meyer e pela consultoria Kroll, contratados pelo BRB para uma investigação independente. A PF apura a venda de uma carteira de "créditos podres" de R$ 12,2 bilhões do Master para o BRB.
Estima-se que o rombo final supere os R$ 5 bilhões. Para estancar a crise, o governo do Distrito Federal busca autorização da Câmara Legislativa para um aporte de capital que pode chegar a R$ 8,8 bilhões.
Cronologia sob suspeita
Os investigados adquiriram participações no BRB pouco antes do anúncio da compra do Master , ocorrido em março de 2025. Em fevereiro deste ano, o banco confirmou que Mansur detinha 4,55% das ações da estatal, enquanto Vorcaro atuava por meio de fundos acionistas.
Em nota, o BRB afirmou que a medida visa "possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos" e que encaminhou as provas à Polícia Federal para as diligências cabíveis, mantendo o dever de cooperação com as autoridades.

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