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Irã lança mísseis contra bases norte-americanas em países do Oriente Médio

Fumaça sobe após explosões ouvidas no Bahrein | Reuters

Bases militares dos Estados Unidos em pelo menos quatro países do Oriente Médio estão sendo atacadas pelo Exército iraniano, neste sábado (28), em retaliação aos ataques coordenados entre Israel e EUA ao Irã. A informação é da agência de notícias Reuters.


A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma primeira onda de ataques com mísseis e drones foi lançada contra Israel e que todas as bases e interesses dos EUA na região são considerados alvos legítimos, disse um oficial iraniano à Reuters.


O Bahrein afirmou que uma instalação da Quinta Frota dos Estados Unidos foi alvo de um ataque com mísseis. Bases no Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos também são alvos.


Na madrugada deste sábado, a capital do Irã, Teerã, foi alvo de bombardeios coordenados entre norte-americanos e israelenses. O ataque acontece dois dias após representantes do Irã se encontrarem com autoridades americanas na Suíça para debater um novo acordo nuclear.


O governo de Donald Trump pede que o regime iraniano limite ou abandone seu programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica – o que é negado por Teerã.


Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Neste sábado, no entanto, Trump acusou o país de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após Washington lançar ataques contra instalações nucleares em junho de 2025.


“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos. Estamos fazendo isso pelo futuro, e é uma missão nobre”, disse o presidente.


Na declaração, o republicano ainda instou os iranianos a derrubarem o regime teocrático, que governa o país desde 1979. “Quando terminarmos, assumam seu governo; ele será seu. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações. A América está apoiando vocês com força esmagadora e devastadora. Agora é a hora de assumir o controle do seu destino e liberar o futuro próspero e glorioso que está ao seu alcance.”


Entenda

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.


Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que ele era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.


Agora, em seu segundo mandato, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.


As negociações ocorriam em meio a ameaças constantes de Trump. Em diversas ocasiões, o republicano disse que não dispensava a possibilidade de uma operação militar no Irã caso os países não chegassem a um novo acordo nuclear. Com isso, uma frota militar foi enviada à costa do país, deixando Teerã em alerta.


SBT NEWS 

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