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Dinheiro é jogado pela janela durante operação que investiga Banco Master


 Foto: divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11/02), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo previdenciário do Estado do Rio de Janeiro. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um apartamento no 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, um dos ocupantes tentou se desfazer de provas de forma inusitada: arremessou pela janela uma mala cheia de dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos agentes.

Além do dinheiro, a ação resultou na apreensão de dois veículos de luxo e dois smartphones. Nesta etapa da operação, os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Na semana passada, o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, já havia sido preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio, logo após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de atuar para dificultar o andamento das investigações e esconder evidências.

Segundo a PF, o objetivo desta nova fase é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação durante a etapa anterior, deflagrada em 23 de janeiro.

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aplicação de recursos do fundo previdenciário na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central. De acordo com as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, cerca de R$ 970 milhões teriam sido investidos pelo fundo no banco.

As investigações continuam para identificar responsabilidades e apurar a eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.

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