Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Bolsa Família voltou ao debate nacional após a divulgação de que o orçamento federal deste ano apresenta uma diferença estimada em cerca de R$ 4 bilhões acima do necessário para manter os pagamentos atuais. A margem reacendeu especulações sobre um possível aumento no valor médio do benefício, com projeções apontando para R$ 701 por família, hipótese que, segundo o Governo Federal, não tem confirmação oficial.
A projeção de um valor médio de R$ 701 foi divulgada pelo blog Meu Tudo, com base em cálculos orçamentários. A informação ganhou repercussão, mas o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que não existe, até o momento, qualquer anúncio de reajuste nos repasses do programa, nem previsão oficial de aumento.
Atualmente, o Bolsa Família assegura um pagamento mínimo de R$ 600 por família. O valor final, no entanto, pode ser maior, conforme a composição familiar. Entre os critérios considerados estão o número de crianças e adolescentes, a presença de gestantes e a existência de nutrizes. Em novembro do ano passado, o valor médio pago às famílias foi de R$ 683,28, resultado da soma do benefício base com os adicionais previstos.
Os pagamentos seguem o final do Número de Identificação Social. Em janeiro de 2025, os repasses ocorrem entre domingo (19) e quinta-feira (30), conforme o dígito final do NIS. O calendário anual prevê pagamentos de janeiro a dezembro, com datas distribuídas ao longo de cada mês.
Apesar das expectativas geradas pela margem orçamentária, qualquer alteração no valor do Bolsa Família depende de decisão oficial do governo. Até que isso ocorra, o programa segue com as regras atuais e com o pagamento mínimo garantido de R$ 600 por família.

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