Foto: Lucas Beber/Divulgação
O agronegócio, apesar das tarifas e da chegada pela primeira vez da gripe aviária no Brasil, manteve ritmo acelerado nas exportações, que somaram US$ 169,5 bilhões, conforme estimativas da Folha, com base nos dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O valor supera o recorde de US$ 164,3 bilhões de 2024.
Sete produtos foram os principais responsáveis por receitas tão elevadas. O Brasil conseguiu colocar 108,2 milhões de toneladas de soja no mercado externo, e a China ficou com 85,4 milhões desse volume, 18% a mais do que tinha comprado em 2024. As receitas totais das exportações com a oleaginosa subiram para US$ 43,5 bilhões.
As carnes foram o grande destaque. Apesar das dificuldades com as negociações externas devido a tarifas e gripe aviária. O país obteve US$ 30 bilhões no ano passado, 22% a mais do que em 2024.
O café, que também esteve com tarifa pesada imposta pelo principal importador durante parte do segundo semestre, trouxe US$ 14,9 bilhões, 31% a mais do que em 2024. O aumento externo dos preços garantiu a alta das receitas.
As exportações de celulose renderam US$ 10,3 bilhões, um montante financeiro próximo ao de 2024, e o algodão atingiu US$ 5,1 bilhões, valor também semelhante ao do ano imediatamente anterior.
Após retração em 2024, o país conseguiu colocar 41 milhões de toneladas de milho no exterior, com receitas de US$ 8,6 bilhões, conforme os dados da Secex, divulgados nesta terça-feira (6).
O açúcar perdeu espaço. As exportações recuaram para 33,8 milhões de toneladas, 12% a menos, e as receitas, devido à queda média de preços no mercado internacional, tiveram recuo ainda maior. As vendas externas do ano passado renderam US$ 14,1 bilhões, 24% a menos.
As importações do agronegócio continuam em ritmo de alta. No ano passado, somaram US$ 38,6 bilhões, puxadas principalmente pelos US$ 15,5 bilhões gastos com fertilizantes. O trigo, com a importação de 6,9 milhões de toneladas, no valor de US$ 1,6 bilhão, ajudou a elevar os gastos. Pesaram, ainda, os custos de US$ 601 milhões com azeite de oliva e os US$ 507 milhões com a compra de óleo de coco.

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