Neste mês de novembro, completam-se nove meses do assassinato do empresário Gilberto Pereira Chaves, conhecido como Bujão Tur, morto a tiros na noite de 15 de fevereiro de 2025, quando chegava em casa na Avenida Ipiranga, no bairro Jardim Petrolar, em Alagoinhas.
Ao longo desse período, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou um suspeito pelo homicídio.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que ofereceu denúncia contra o investigado.
Com a denúncia apresentada, o processo entrou agora na primeira fase, quando o juiz passa a analisar:
materialidade do crime (se o crime existiu), e
indícios de autoria (se há elementos suficientes ligando o suspeito ao homicídio).
Somente se o magistrado entender que esses requisitos estão comprovados, o acusado será pronunciado, passando para a etapa seguinte: o júri popular.
Porém, isso só pode ocorrer com o réu preso ou localizado — e, até o momento, segundo a família, ele segue foragido.
A dor da família
Em entrevista ao Alagonews, a viúva Dayanne Silva relatou a angústia causada pela lentidão do caso:
“Dizem que está andando, que pode ser preso a qualquer momento, mas nada acontece. Já são nove meses e a gente sofre sem resposta.”
Dayanne também lembrou, emocionada, os momentos após o crime:
“Até hoje eu não acredito que ele morreu. Para mim, parece que ele está viajando e vai voltar.”
Gilberto deixou três filhos
Gilberto deixou três filhos: duas meninas, de um relacionamento anterior, e o menino de 4 anos, fruto da relação com Dayanne.
Segundo a mãe, o caçula sente profundamente a ausência:
“Ele chora escondido. Ele era muito apegado ao pai.”
Dayanne pede que o caso não caia no esquecimento:
“A gente só quer justiça. A gente só quer uma resposta.”
fonte/AlagoNews

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