O colégio de líderes e a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) estão reunidos nesta quarta-feira (01/09) para tratar de pautas administrativas previamente agendadas. No entanto, o encontro acabou sendo dominado pelo tema que sacudiu a política baiana: a situação do deputado Binho Galinha, que está foragido e é apontado pela Polícia Federal como chefe de uma facção criminosa envolvida em jogo do bicho, extorsões, roubos de veículos e homicídios.
Fontes ouvidas pelo Informe Baiano indicam que há expectativa de que o Legislativo tome algum “encaminhamento concreto” sobre o caso. Uma das medidas em avaliação é a suspensão do mandato do parlamentar, decisão que abriria espaço para a posse do suplente Josafá Marinho.
O caso gera desconforto entre parlamentares e pressiona a Casa a se posicionar diante da gravidade das acusações.
BINHO GALINHA É PROCURADO
Dez pessoas, entre elas o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, foram alvos da ‘Operação Estado Anômico’, deflagrada manhã desta quarta-feira (01/10) de forma conjunta pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco); pela Polícia Federal e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), através da Força Correcional Integrada (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar.
Estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em endereços residenciais e uma empresa, nas cidades de Salvador, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. O deputado não foi localizado. Foi expedido mandado de prisão preventiva contra ele.
Uma fonte do Informe Baiano revelou que a esposa e o filho do parlamentar foram presos. Nesse momento ele é apontado procurado, mas pode em breve ser considerado foragido. A suspeita é que Binho Galinha recebeu informações privilegiadas e soube que seria alvo da operação hoje. Por isso, teria saído de casa às 5h com destino ignorado.
A operação investiga a atuação de uma organização criminosa com estrutura complexa, envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico. Segundo as investigações, mesmo sob medidas cautelares, o parlamentar manteve a liderança do grupo, utilizando empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro. A operação é um desdobramento da ‘Operação El Patrón’, deflagrada em dezembro de 2023, que já resultou em denúncias do MPBA contra 15 pessoas, incluindo o deputado e familiares.

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