A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) está ouvindo, neste momento, a defesa do deputado estadual Binho Galinha, preso na Operação El Patrón e apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como chefe de uma das maiores organizações criminosas do interior da Bahia.
A oitiva marcará a etapa final antes da decisão sobre a manutenção ou não da prisão do parlamentar, prevista para sexta-feira (10), às 10h, em sessão extraordinária no plenário. A Justiça deu prazo até as 11h da mesma data para que a ALBA se manifeste oficialmente.
No período da tarde de quarta, conforme o presidente da CCJ, Robinson Almeida, os deputados também farão uma reunião a portas fechadas para discutir o caso. Segundo apurou o Informe Baiano, o clima no parlamento é de tensão e receio de represálias. Apesar de haver um sentimento majoritário pela manutenção da prisão, alguns parlamentares demonstram preocupação com o precedente jurídico que a decisão pode criar.
Um deputado ouvido sob anonimato descreveu o ambiente como “hostil e carregado de medo”.
“A Casa está tensa. Vamos ouvir o advogado e agir de forma técnica. É a primeira vez que acontece isso na ALBA. É tudo muito novo. Para a gente, ele sempre foi muito educado. Mas o que a gente soube é assustador”, afirmou.
Preso desde sexta-feira (03/10), Binho Galinha é investigado por uma série de crimes graves. De acordo com o inquérito das operações El Patrón e Estado Anômico, conduzidas pela Polícia Federal, Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Força Correcional Especial Integrada (FORCE/SSP-BA), ele seria o líder de um grupo criminoso com ramificações em Feira de Santana, Salvador, São Gonçalo dos Campos e outras regiões do estado.
Entre os crimes atribuídos ao esquema estão lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, formação de milícia, extorsão, homicídios, associação ao tráfico de drogas e usurpação de função pública.
O deputado encontra-se custodiado no Complexo Penitenciário da Mata Escura (Lemos Brito), em Salvador, desde a última sexta-feira.

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