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Entenda o que possivelmente levou músico a ser morto por traficantes

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 Renato Santos Evangelista, 23 anos, era um homem correto, sem ligação com qualquer organização criminosa e trabalhador, segundo a sua família. O músico, que estava desaparecido desde o dia 21 deste mês, foi executado a tiros depois de ter sido sequestrado por traficantes na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

A morte foi gravada pelos próprios criminosos e as imagens divulgadas logo em seguida. Nas cenas, é possível ver que Renato suplicou para não morrer e tentou lutar contra o criminoso enquanto era assassinado. A família teve acesso ao material.

A vítima era morador do bairro de Portão, em Lauro de Freitas, também na RMS. Ele estava na praia quando foi chamado por amigos para fazer um show no dia 21 de novembro, em Catu de Abrantes.

Acredita-se que o percussionista morreu por morar em um bairro dominado por uma facção criminosa rival daquela que domina a região onde o evento aconteceu. Pelo menos foi essa a versão que chegou aos familiares. O caso, no entanto, ainda está sendo apurado pela polícia e essa informação não foi divulgada oficialmente.

Buscas

Os outros músicos, que estavam com ele no dia do desaparecimento, afirmaram a família do jovem que os traficantes o chamaram para “uma conversa”. Eles só comunicaram o fato no dia seguinte, quando a irmã da vítima entrou em contato em busca de informações.

"Deu 5h, 6h, e nada dele. Fiquei preocupada e comecei a procurar às 9h [do dia 22, segunda-feira]. Por volta das 11h, falei com os músicos e eles disseram que precisavam conversar comigo. Nos disseram que os traficantes levaram ele para uma mata fechada. Eles só nos disseram isso porque nós procuramos", disse a irmã de Renato em entrevista à TV Record Itapoan.

A irmã afirmou ainda que o contato com os músicos é restrito, isso porque possivelmente eles também foram ameaçados pelos criminosos. O corpo da vítima ainda continua desaparecido. Quando ainda existia esperanças de encontrá-lo com vida, a polícia usou cachorros da Coordenação de Operações Especiais da Polícia Civil (COE) para tentar localizá-lo. A família diz estar arrasada com a morte do jovem. 

"Só quero justiça, quer que corram atrás. Queremos que encontrem o corpo dele para a gente fazer…Tá doendo muito, uma dor que… não tenho palavras. Era um menino muito bom e alegre. Ele não era capaz de matar uma mosca", lamentou a mãe. 

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