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João Henrique pondo a pulga atrás da orelha.


Dias atrás, comentei aqui sobre minha estranheza ao fato da Frente LIBERTA até hoje não ter resolvido/divulgado quem será seu candidato à prefeitura de Alagoinhas e, na ocasião, ignorei o fato de que Adrião Barbosa já havia retirado seu nome do páreo em prol do apoio à pré-candidatura de João Henrique Paolilo. Mais uma canelada de nossa parte, mas aqui vamos tratar de outro assunto.

O apoio do ex pré-candidato do REDE pode parecer um evento de menor importância para o cenário municipal, visto que Adrião não era nem de longe favorito para a eleição, mas não é bem assim. Ao conquistar o apoio do líder do Sindicato dos Comerciários, João Henrique obteve um apoio importante para vencer a disputa que definirá o candidato da Frente LIBERTA. Com a saída de Jonathan Silva, a queda de braço ficou entre João Henrique e Juscélio Carmo, do PDT. Resta saber se um dos dois vai apoiar o outro ou se a frente será um fracasso total.

Nesse ponto, se fazem necessárias duas considerações:

A primeira é que Juscélio não parece ser do tipo que entraria na disputa aos 45 do segundo tempo para apoiar outro candidato. Juscélio, tal qual um vendaval, é completamente indomável e precisará de argumentos poderosos para ser convencido a abandonar o que começou. Se é que pode mesmo ser convencido.

A segunda é que, se tem um pré-candidato trabalhando bem no sentido de fortalecer seu nome para a disputa majoritária, este é João Henrique. O vereador de primeiro mandato se lança como alternativa às forças políticas tradicionais e enriquece a disputa eleitoral, colocando uma pulga atrás da orelha de eleitores e concorrentes.

Longe ainda de ser o favorito, posição ocupada por Paulo Cezar, João conta com a vantagem de ser o menos rejeitado entre todos os pré-candidatos. João Henrique, inclusive, foi o único a vencer Paulo Cezar na Batalha das Enquetes do Programa Intera, num cenário hipotético em que apenas ele e PC eram candidatos. Este é um fator que pode pesar na hora dos grupos e partidos definirem oficialmente seus apoios. O próprio Luciano Sergio, pré candidato do PT a prefeito, acenou para a possibilidade de apoio à candidatura de João, o que seria até inteligente estrategicamente, visto que a rejeição de João é muito menor que a do Partido dos Trabalhadores na cidade. Se acontecer, João Henrique entra definitivamente no páreo e, se as forças políticas locais passarem a enxerga-lo como uma possibilidade concreta, a tendência é que cresça como uma bola de neve, atropelando quem estiver pela frente.

Estamos apenas falando de conjecturas. Luciano Sérgio ainda é pré-candidato, Juscélio também. Os partidos de esquerda que podem se unificar em torno de João Henrique estão longe da unidade e as forças empresariais que lhe são simpáticas também são simpáticas a outros candidatos e tudo está indefinido. O que posso afirmar com alguma convicção é que João tem sido mais eficiente no uso da baixa rejeição e da juventude do que Joaquim Neto no uso da máquina no que diz respeito a trazer preocupações ao favorito PC na disputa do pleito eleitoral.

Rayner Freitas
Redator do Programa Intera

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