Uma jovem de 22 decidiu expor em suas redes sociais o abuso cometido pelo ex-marido. De acordo com a vítima, o homem a agrediu na frente do filho. A denúncia foi postada na última segunda-feira (9/9) e já conta com quase 7 mil curtidas e mais de mil comentários.
Mayra Laura, de 22 anos, é moradora de Ilhéus, no sul da Bahia, e conta que as agressões ocorreram em 25 de agosto. "Eu fui agredida de forma brutal. Levei socos no rosto que me fizeram cair no chão e, mesmo assim, continuei sendo chutada pelo agressor na barriga, costelas, braços e perna (onde houve a fratura)", conta a jovem.
Ela conta ainda que tudo aconteceu na presença do filho: "me senti impotente e com medo do que poderia acontecer a mim e a ele". Na noite de ontem, Mayra fez mais uma denúncia. O carro da família foi arranhado com o nome da criança, e ela se pergunta: "Mais uma ameaça? Qual o recado? Até onde isso vai parar?"
Se estou viva, hoje, foi devido às pessoas de alma boa que, ao passarem por ali, me socorreram, pondo fim nas agressões. Ainda estou em recuperação, tanto fisicamente, quanto emocionalmente, que me pego perguntando até onde iriam as agressões se não tivessem me prestado socorro", narra ela.
Ainda de acordo com a denúncia da vítima, o agressor está solto, "levando a vida como se nada tivesse acontecido". A redação do Aratu ON tentou entrar em contato com a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Ilheús, mas os policiais informaram que o caso segue em segredo de justiça.
Mayra teve ferimentos em várias partes do corpo e uma das pernas fraturada, enquanto a criança ainda está assustada com a ação. "Meu filho acorda de cinco em cinco minutos apavorado, devido a tudo que presenciou", diz.
A jovem finaliza a publicação com um apelo: "Vamos acabar com esse silêncio que nos mata e dá poder a esses agressores. Eu fui vítima, sua filha pode ser um dia, ou sua mãe. Se perguntem 'E se fosse comigo?'".
SAIBA COMO DENUNCIAR E ONDE PROCURAR AJUDA EM CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER:
Ligue 180, serviço telefônico gratuito disponível 24 horas em todo o país;
Clique 180, aplicativo para celular;
Ligue 190, se houver uma emergência;
Delegacias de polícia;
Delegacias da Mulher (se não funcionar 24 horas, o boletim de ocorrência pode ser feito em uma delegacia normal e depois transferido);
Centros de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, para os casos em que a mulher não se sente segura em procurar a polícia;
Serviços de Atenção Integral à Mulher em Situação de Violência Sexual, como abrigos de amparo;
Defensoria Pública, que atende quem não possui recursos para contratar um advogado;
Promotorias Especializadas na Defesa da Mulher
A Secretaria de Políticas para as Mulheres oferece os endereços das delegacias e pontos de atendimento em seu site, assim como também tem uma cartilha que ensina como identificar a violência doméstica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário